Diário de viagem: Meditação é chegar mais perto da felicidade

 

Um dos propósitos – e talvez o maior desta viagem – foi meditar no berço do Budismo e, acredito, no berço da meditação. É sabido que a meditação cada vez mais tem chegado ao Ocidente, aos nossos lugares e aos nossos tempos. Vinda do longínquo passado, de um Oriente de mestres que passaram anos e anos treinando a mente para que pudessem ser mais tranquilos, calmos, felizes e com mais compaixão. Tentando trazer mais bondade ao mundo.

Com certeza, não vou alcançar tudo isso nessa viagem. Mas, a minha ideia é poder aprender um pouquinho sobre a história e, principalmente, sobre o controle da mente para poder enfrentar todas as coisas, todas as situações, todos os sentimentos, todos os fatos que aparecem no dia a dia de uma vida corrida. Em meio aos afazeres da casa, do trabalho, da família, de pagar as contas… Enfim, do dia a dia moderno que a gente acabou por estruturar.

Tenho, então, meditado. Praticamente todos os dias, de uma a duas vezes em lugares sagrados aqui no Butão. Na última terça-feira, antes de iniciar a primeira sessão de meditação em Gantei, fomos a um ritual, ou seja, uma sessão de benção dentro do Templo do Gantei Gompa, aonde fomos abençoados pelos monges depois de orações, música e benção. A partir daí, começamos a meditar junto aos monges. Tivemos a nossa primeira aula de meditação dentro da escola budista onde os monges também aprendem a meditar. Depois, fizemos uma sessão especial de meditação dentro de uma caverna, a 3.400 metros de altura, e fomos meditando dentro de templos muito especiais.

O começo é sempre difícil, mas à medida em que vai se fazendo, vai se treinando, vai se percebendo o quanto podemos fazer um controle da nossa mente, dos nossos pensamentos, de tudo aquilo que vem e que precisamos deixar passar para poder encontrar um silêncio dentro da nossa própria cabeça. Não é simples, embora seja simples! É somente com treino que se busca esse ideal. Começamos com 1 minuto, depois 3 minutos, 5 minutos, 10 minutos, e tenho agora conseguido fazer de 15 a 20 minutos de meditação. Tudo na mesma posição, me concentrando na minha respiração ou me concentrando nos sons a minha volta. Como um dos monges nos ensinou: essa concentração tem que ser o foco e o objetivo da meditação, para que tudo aquilo que venha a interromper seja somente a distração que deve ser mandada embora.

Tenho me sentido bem e feliz por ter conseguido. Tenho me sentido bem e feliz por ter persistido na busca do que é meditar. Um dos meus objetivos é, quando voltar ao Brasil, ter uma mente mais calma, ficar mais tranquila e, como dizem os budistas, poder chegar um pouquinho mais perto da felicidade.

Confira os outros textos sobre o Butão aqui e aqui.

Patrice Gaidzinski

Patrice Gaidzinski é Diretora-fundadora da Posterità – Formação e Consultoria a Negócios Familiares. É psicóloga e especialista em Psicoterapia de Família. Atua como consultora em Empresas Familiares, implementando práticas de Governança Corporativa, auxiliando na elaboração de Acordos de Acionistas, Protocolos Familiares e Processos de Sucessão.

DEIXE UM COMENTÁRIO

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

9 − 2 =