Diário de Viagem: Aterrisando no país da felicidade

Crédito: Tonico Alvares

Este é o terceiro dia de Butão. Chegamos em um voo de Nova Dehli de quase três horas e meia, sobrevoando acima das nuvens, do lado do Himalaia, vendo o Evereste. Algo inimaginável de tão bonito! A aterrissagem no aeroporto de Paro é também surreal. O avião entra em um vale, contorna as montanhas e desce num pequeno aeroporto – que mais parece um templo onde você sente toda a beleza e a tranquilidade do lugar.

Fomos recebidos por um guia e um motorista. Todo o turista que vem ao Butão só anda por estas terras com um guia. Ninguém pode andar sozinho. Os guias, por sua vez, são pessoas amáveis, locais, que aprendem inglês desde criança nas escolas e estão cada vez mais preparados para receber o olhar e as perguntas de um turista curioso querendo saber de tudo deste pequeno e imenso país.

Viajamos por 7 horas até o Vale de Gangtey, num lugar chamado Phobjikha. Ao chegarmos no nosso hotel fomos recebidos maravilhosamente bem por uma equipe de funcionários locais: muito queridos e educados, dispostos a nos ensinar e as nos responder, todas as dúvidas com muita tranquilidade! Fomos nos adaptando…

No outro dia, após um longo sono, acordamos num lindo vale, cheio de pequenas casas e plantações de batata, ao lado de um maravilhoso templo – um dos templos mais famosos desse país – Gangtey Gompa. E, ao lado também, de uma escola de monges, aonde 280 homens estudam desde muito cedo: crianças para serem monges no futuro.

Devagarinho fomos conhecendo o lugar, caminhando entre as casas, no meio da pequena vila. Conhecendo as pessoas e os poucos turistas que aqui também fazem esse caminho. Visitamos o templo, recebemos as bênçãos dos monges, participamos de dois horários de orações junto com eles, para nos prepararmos para nossa primeira sessão de meditação.

Viemos aqui para poder vivenciar tudo isso e com certeza aprender também um pouco sobre essa milenar prática de meditar. Entendi que meditar é, nada mais nada menos, do que deixar sua alma ir aonde ela quiser, para que ela se encontre num vazio e ao mesmo tempo abundante lugar pleno de sabedoria, de tranquilidade e, principalmente, de muita compaixão para com todo mundo ao redor.

Estamos cada vez mais entrando nesse clima. Estou feliz! Tranquila e feliz… Com as vivências que aqui estou passando e, ao mesmo tempo, aprendendo a ser merecedora de tudo isso. Com certeza, cada dia que aqui acordo no meio desse vale – um vale onde a temperatura, o céu e o vento muda a todo instante – penso que sou realmente muito privilegiada.

Leia o primeiro post do Diário de Viagem aqui.

Crédito: Tonico Alvares

Patrice Gaidzinski

Patrice Gaidzinski é Diretora-fundadora da Posterità – Formação e Consultoria a Negócios Familiares. É psicóloga e especialista em Psicoterapia de Família. Atua como consultora em Empresas Familiares, implementando práticas de Governança Corporativa, auxiliando na elaboração de Acordos de Acionistas, Protocolos Familiares e Processos de Sucessão.

2 comentários para “Diário de Viagem: Aterrisando no país da felicidade

  1. “Entendi que meditar é, nada mais nada menos, do que deixar sua alma ir aonde ela quiser, para que ela se encontre num vazio e ao mesmo tempo abundante lugar pleno de sabedoria, de tranquilidade e, principalmente, de muita compaixão para com todo mundo ao redor.” – SENSACIONAL!!!!!!!!

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